recuso o olhar que me penetra
a alma, invade o sono e grava a noite no meu corpo.
trago-me liberta da inocência ocasional e antiga como porcelana fina em que
o chá das cinco era servido na redoma das memórias que não imito. e assim retomo
a vida sem manchar as cores delicadas
que o teu silêncio enche de notas musicais que não sei tocar, atravessando as
folhas tímidas que gritam como cabelos ao vento numa intolerância de pele
tatuada. retornar à vida então, com a nostalgia do que fui.
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tranco as lágrimas que ascendem ao topo das árvores que me aguardam_________________________de
folhas em branco sem medo dos tons outonais que me envolvem em saudades.
E na nudez da tua ausência, descubro que já posso
voar.