música nas
fendas rochosas do sorrir ao vento.
pés nus com que Te pisa a alma de peScador.
uma só lágrima na perplexidade do óbvio.
inventou-Te nas
noites de solidão, fins de tarde que não lusco fusco. não.
que sabes Tu do
lusco fusco ao entardecer nas mãos dos homens que amam de perdição?
decide apagar-Te
da imaginação rodeada de desertos com
que conquistas corações solitários. e sombrios. que A desinteressam. e A
fatigam.
a Ti, assusta-te
A sua impulsividade. e assim A vais
perdendo sem A teres tido. numa convulsão de perguntas de quem sabe
as respostas.
escreve sem modificar, compulsivamente,
presA ao primeiro instante com que O sente.
fecha o olhos a saborear o
que parece ter sido real: um beijo de cinema, demorado na rapidez da fuga…
saboreado, só depois, no recordar, nublado e aromatizado pela cigarrilha, com a imagem aprisionada nos lábios com lábios, no sentir de quem filma.
Deixou-O ir. Deixou-O rir. Deixou-O.
agora é que foi mesmo o fim.
do que nunca começou.