entardece.
e tardas na
sonoridade da espiral que tentas dissipar, nesse teu gesto tão dandy, de segurares a cigarrilha, como se
ela fosse apenas mais um dedo. nesse sorriso boémio ao pôr do sol nas minhas
mãos onde cabe o teu olhar desviado como
um destino cumprido. a antecipar a noite de todas as loucuras indizíveis.
ausento-me então, a
t-r-a-c-e-j-a-d-o- inquieta. plena de assombro, a tentar respirar-te o sabor do
fumo de amante. de amigo. o des(A)pertar da minha pele sob os teus dedos que
apenas sei ágeis. e imagino hábeis a secarem-me os lábios de beijos
majestosamente pintados da cor do desejo.