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sexta-feira

The Devil's Bride


Animalidade que me possui deste lado do imagina(n)do selvagem. estreito odores com que teces________ olhares de silêncio nos ruídos nas palavras onde recolho o mais belo aroma_________que se adivinha em pele_____ o da tua
por não ser boca_________ sopro delírios na  garantia da certeza do coração que ressalva o labiríntico casulo
o
n
d
e
me encerro
cerro os dentes na queda vertiginosa da saliva
paixão_________________ devoção
ou apenas imaginação de memória inventada.

segunda-feira

The sheltering sky



não sei porque nunca te disseram que o meu amor é como o chá no deserto, quente e tremendamente doce para que se entranhe em ti, nem que o tenhas saboreado apenas uma vez e se torne inesquecível como a cor dos meus lábios que sangram de tanto os morder para não gritar o teu nome.

quente para que te sintas fresco, mesmo que alagado em suor, sal e água num oásis que inventas para não me veres a chegar_______________devagar, de olhar enevoado e o corpo balançado na tempestade de areia com que arranho corações desprevenidos, apenas porque não me vês, por estar tão perto de ti.

a tua voz soa-me sempre a cascos de carvalho, em caves que pertenceram a tantas florestas onde és árvore única entre tantas, que me abraçam e me exigem afectos que distribuo com o olhar sempre que me enamoro das montanhas áridas. 

a paixão é então uma prece por atender, pois ignoras quantas vezes me adormeço a pensar-te e acordo a sonhar-te, mesmo quando dormes a meu lado, solto, indiferente ao emaranhado de braços e pernas que são dos dois, mesmo eu sabendo que somos apenas um. 

_______________________e é a tua alma embriagada, que viciada em mim, se perde cada vez que me encontra e entoa cânticos que o meu coração devora.

é então que me bebes ávidamente, mesmo sem teres sede.

terça-feira

The Last Time I Left



sabe-me a sangue cada soluço de ar vítreo com que terminam os romances em fascículos representados no avesso do direito que rimam com o oposto do contrário por onde escorregam frases de palavras beliscadas pela tortura do amor debruado a ponto ajour no inverso do olhar, como quem tece solfejos de suores frios, penetrantes e escorregadios em golfadas de luzes de néon no abandono do corpo dormente pela velocidade de sedimentação dos sorrisos flutuantes.

não me deixo morrer assim, sem te amar outra vez.

Our love is easy


prolongo-me para além do abraço nas sombras exóticas que des(D)enham números dançantes e ávidos na soma dos dedos esbatidos na minha pele erótica que a tarde acaricia nas noites em que me aconchegas num sopro de vento marítimo e sôfrego. Queimo-te a carne prudente de músculos e pulsares cantantes como a música que me veste de ti em cada esquina de avenidas novas ou não, também nos passeios de calçada portuguesa como o meu rosto de maçã aroma de saudade que trago no peito e atravesso rios de gelo sem te perguntar se também queres quebrar os espelhos, ignoro o rito do pão e com a tua mão na minha embrulho-me na cidade branca que floresce não sei que afagos quando me olhas impaciente e tímido, quando me queres por eu te querer ou não, talvez porque as árvores te segredem silhuetas da minha partida não anunciada ou ecoem gritos de aves roucas. Não sei as páginas tantas do livro que és, que reescrevemos, quando em mim entras e eu te acolho, ou és tu que me acolhes, porque me sabes pe(R)dida, me sabes agridoce e livre. Porque me sabes (a lilases e flores silvestres salpicados de romãs).


segunda-feira

Gold In Them Hills



És ouro no meu reino de fantasia
nas florestas que percorro
encantada 
com o teu olhar de música
e no peito a saudade da tua voz na minha pele