Existes em sedução
no olhar que fixas no meu. Nesse sussurro, com que enfeitiças a minha vontade
de te obedecer. Felino, sabes todas as palavras que necessito de escutar, para
que continue a respirar-TE música.
Ofereço-me no desejo de fêmea com que me
penetras a alma.
Cedo-me
irrepreensível à humidade do teu corpo de chuva dourada.
Cedo, encostada à
parede sem espada, apenas tu e o sabor dos meus desejos, com que me respondes a
todas as perguntas que não ouso fazer. Para que nunca saibas como és importante
para mim.
A preguiça
espraiada na arte de contemplar. Os fluídos segregados em silêncio, só porque a
tua voz de comando, ecoa no meu cérebro. Sabes a baunilha, enquanto me perco
num filme, para além da aquosidade dos sentidos.
Escrevo
coisas de mim, nas memória que o tempo me deixa, bafejadas pelo teu hálito a café, cachimbo perfumado, chás do deserto.
Desenhou-se cubo, face ao vento, aresta encostada a uma árvore e vértice a tocar o poema que é a voz dele sempre que a seiva lhe escorre dos lábios, em tom de ordem.