domingo

Things I'll Later Lose






Deixa-me morrer assim, num eco de beijo vendido,


prenhe de palavras ardidas porque a tua voz de ouro  é agora silêncio disperso.


Deixa-me morrer assim, de lábios pintados côr do desgaste da linguagem

pelo sabor de olhares baços,

como asas primaveris a ferirem-me o canto da boca.


E tu e eu somos um corpo único que o vento alisa e transforma em violetas e rosas secas.


DeixO-me morrer assim, como se o mármore fosse marfim e a carne pele pintada em golfadas de sangue tão quente, como outrora eram as velas que nunca ardiam até ao fim.


Espelhos de insónias vãs. 
O inferno é um lugar comum pelo calor do meu corpo a arrefecer, assim, nas tuas mão de utopia.

Não me despeço, apenas adormeço.

E, 
nesse momento estarei dentro do teu peito. Guarda-me.