quinta-feira

Love Me Like I'm Not Made Of Stone





Não sei se falas com as mãos ou se te escondes nas palavras. 

No entanto adio-te, para não te esquecer. 

Ecos de suores perfumados vindos de onde quer que estejas, sentado em frente à janela, que te há-de trazer chuva e letras, com que forras o cadeirão de veludo gasto e de cor indefinida.

No colo da paixão, sentam-se fantasmas de espadas que indicam as estradas.

Escondo-ME por momentos, esmagada pelas tuas carícias cinematográficas, nos meus ombros nus, arredondados pela cicatriz, a tentar escrever-TE esta carta de amor vazio.


A tua boca é O verbo que invoco. 

As palmas das tuas mãos sabem a música mastigada em silêncio, para que não me saibas perto. 

E são os teus olhares proibidos, que me condenam, ordenam, desafiam e agridem.