quinta-feira

Writtten in blood water and mud


Existes em sedução no olhar que fixas no meu. Nesse sussurro, com que enfeitiças a minha vontade de te obedecer. Felino, sabes todas as palavras que necessito de escutar, para que continue a respirar-TE música.

Ofereço-me no desejo de fêmea com que me penetras a alma.

Cedo-me irrepreensível à humidade do teu corpo de chuva dourada.

Cedo, encostada à parede sem espada, apenas tu e o sabor dos meus desejos, com que me respondes a todas as perguntas que não ouso fazer. Para que nunca saibas como és importante para mim.

A preguiça espraiada na arte de contemplar. Os fluídos segregados em silêncio, só porque a tua voz de comando, ecoa no meu cérebro. Sabes a baunilha, enquanto me perco num filme, para além da aquosidade dos sentidos.

Escrevo coisas de mim, nas memória que o tempo me deixa, bafejadas pelo teu hálito a café, cachimbo perfumado, chás do deserto.

Desenhou-se cubo, face ao vento, aresta encostada a uma árvore e vértice a tocar o poema que é a voz dele sempre que a seiva lhe escorre dos lábios, em tom de ordem.