quinta-feira

Tear In Your Hand



música nas fendas rochosas do sorrir ao vento. 
pés nus com que Te pisa a alma de peScador. uma só lágrima na perplexidade do óbvio.

inventou-Te nas noites de solidão, fins de tarde que não lusco fusco. não.

que sabes Tu do lusco fusco ao entardecer nas mãos dos homens que amam de perdição?

decide apagar-Te da imaginação rodeada de desertos  com que conquistas corações solitários. e sombrios. que A desinteressam. e A fatigam.

a Ti, assusta-te A sua impulsividade. e assim A vais perdendo sem A teres tido. numa convulsão de perguntas de quem sabe as respostas.

escreve sem modificar, compulsivamente, presA ao primeiro instante com que O sente.

fecha o olhos a saborear o que parece ter sido real: um beijo de cinema, demorado na rapidez da fuga… saboreado, só depois, no recordar, nublado e aromatizado pela cigarrilha, com a imagem aprisionada nos lábios com lábios, no sentir de quem filma.

Deixou-O ir. Deixou-O rir. Deixou-O.


agora é que foi mesmo o fim. do que nunca começou.