quinta-feira

Take the long way home



Manténs-me intocável nesta redoma de virtualidades aparentes sempre que me sentes respirar(TE) e o vidro fica baço e refaço , tentando não fugir ao tom, corações com setas de cupido.
Tentas em vão, vislumbrar-me para lá do manto virginal, safiras e esmeraldas__________________ platina________ que o ouro espalhado nos cabelos encurtados pelo desamor provoca suores frios de espera sempre que mergulhas na minha pele que  desespera o teu hálito cálido de gelo derretido___________tingindo(ME) de apelos, sem agravo, pimenta preta, alecrim, cravo, adivinhando-me a curiosidade incauta de gestos por habitar.

Seduzida pelos mistérios que encerras, café que veneras, música que entoas, viagens à lua, e outras promessas ocas, abro o piano, deixo cair o pano, numa imobilidade de estátua inacabada, sorrio timidamente ao entardecer que é lusco fusco de prazer, sucumbo ao teu toque de clave de sol (quando me baixas a alça do top deixando-me o ombro nu) busco olhares indefinidos, verbos repartidos, pinceladas de luz nua, desmaios monumentais e cedo ______________ que contigo faz-me tarde quando a noite cai __________________ cedo ao arrebatamento puro do teu corpo no meu. E é então, que insisto:

 - E como já te tinha dito, um dia, todas as árvores serão árvores de natal.