quarta-feira

The Time Will Never Come Back


desenha-me letras nas costas das mãos com que te amparo o sussurro cor do saber. agora que me sabes, agridoce, ou azul, deitada em pétalas de camélias virgens num doce branco com que me apressas o passo ao encontro do teu.

sei-te de cor neste infinito que é a distância que aumenta entre nós sempre que a cidade se desencontra no lugar do costume que permanece nosso sem nunca o ter sido.

pinta agora o desenho com palavras de cera das velas que nunca ardem até ao fim e se derretem em câmaras ardentes em qualquer templo onde me ajoelho para te amar em oração. prece. para que fiques.

adivinho todas as palavras coloridas com que me tatuas a pele em carne viva que vibra sempre que a noite cai e tu não estás e és memória por acontecer.