sexta-feira

Take Me Home



sons do silêncio com que ecoas nas memórias sentadas à mesa feita cama, pastéis de massa tenra, batatas fritas e uns sumos de fruta sem conservantes com que revolvemos lençóis e sonhos que depois soubemos não serem nossos. as fotografias em frente ao espelho servem para ridicularizar emoções então verdadeiras como o sol que nos batia no peito de alvoroço em alvoroço. ainda sei de cor as palavras com que traduzias o tempo e convertias horas em minutos sempre que eu chegava atrasada com passos de jogar o 'mamã dá licença, quantos passos?'
hoje sou luz e continuo maçã bravo esmolfe em sabor, saber, mesmo quando as desilusões me deixam perdida no outro lado do espelho.

mas que interessa, se sou feliz à mesma? 
_______________________e não posso deixar de sorrir a esta frase tão minha.