sexta-feira

Take Me Home



sons do silêncio com que ecoas nas memórias sentadas à mesa feita cama, pastéis de massa tenra, batatas fritas e uns sumos de fruta sem conservantes com que revolvemos lençóis e sonhos que depois soubemos não serem nossos. as fotografias em frente ao espelho servem para ridicularizar emoções então verdadeiras como o sol que nos batia no peito de alvoroço em alvoroço. ainda sei de cor as palavras com que traduzias o tempo e convertias horas em minutos sempre que eu chegava atrasada com passos de jogar o 'mamã dá licença, quantos passos?'
hoje sou luz e continuo maçã bravo esmolfe em sabor, saber, mesmo quando as desilusões me deixam perdida no outro lado do espelho.

mas que interessa, se sou feliz à mesma? 
_______________________e não posso deixar de sorrir a esta frase tão minha.

quarta-feira

The Time Will Never Come Back


desenha-me letras nas costas das mãos com que te amparo o sussurro cor do saber. agora que me sabes, agridoce, ou azul, deitada em pétalas de camélias virgens num doce branco com que me apressas o passo ao encontro do teu.

sei-te de cor neste infinito que é a distância que aumenta entre nós sempre que a cidade se desencontra no lugar do costume que permanece nosso sem nunca o ter sido.

pinta agora o desenho com palavras de cera das velas que nunca ardem até ao fim e se derretem em câmaras ardentes em qualquer templo onde me ajoelho para te amar em oração. prece. para que fiques.

adivinho todas as palavras coloridas com que me tatuas a pele em carne viva que vibra sempre que a noite cai e tu não estás e és memória por acontecer.