quarta-feira

Fly



pálpebras semicerradas pelo consentimento ambíguo do espaço paralelepipédico com que me afloras o olhar cansado de aromas esterilizados e brilhantes das lãminas de bisturis em riste_____________________________e ris dos meus receios infantis da anestesia não fazer efeito e eu sentir tudo o que não quero saber, nem ver, sentir o que está dentro de mim, mas tão longe, para lá do infinito, mesmo sabendo os nomes dos orgãos dentro desta pele que ainda é minha, não os quero (re)conhecer, são imperfeitos na forma  e detestáveis na inconsistência. apenas o cérebro se abre em janelas de par em par, neurónios que atravessam o universo e se quedam perplexos com tantas ligações de comandos sem pilhas.
absorvo a intuição e_______________________________ voar é um caminhar flutuante sobre os picos de espuma deste (a)mar tão revolvido, no teu peito agitado que te desespera a espera, que te aborrece o sentimento, que te perturba a calma do teu deixares-te ir_____________assim como quem respira. quero tanto que saibas do meu amor não amestrado, que invento paragens no tempo, como quem se bebe a si próprio numa sede insaciável quando a fome é de ti.