domingo

Close Your Eyes And ...


entre parêntesis as lágrimas são avenidas desertas onde ecoam passos de multidões furiosas pela ressurreição da Besta que atormente conquistas e afoga mágoas em vómitos alheios.
renovações em rostos inadequados (nos) passeios marginais e verbos irregulares são ri(S)os de máscaras incógnitas na lucidez apunhalada.

o amor é inevitável tal como a paixão das florestas virgens que saltam séculos de história(s) que se repetem e nunca são as mesmas.

murmúrios de vento ou moinhos, já nem sei bem, pois a febre das pétalas de mármore suicida instantes e paralisa gestos de nem sim, nem não. como o olhar que me ofereces a sorrir, apenas porque te recordo dias em que saudade era o teu nome aos gritos na pele a arder de ausência.

fecha os olhos, que eu fecho as mãos num perfume em forma de coração.
(en)canta-me músicas de espanto com que adormeço as noite sem dormir na espera que não sei aguardar.
surpreende-me de-va-gar mesmo quando és memória e eu cinza na terra onde florescem palavras que têm o meu rosto.