quarta-feira

Domingo à tarde


Vejo Moscovo pelos teus olhos
iluminando
a mão na mão
pousada no meu joelho
trémulo
assim o sorriso tímido de confissões antigas
e a paixão que aguarda
um sinal
(n)a multidão anónima
que nos faz incógnitos

beijas os meus cabelos 
e aquieto a revolução vermelha 
na Praça de cravos portugueses

beijas o meu corpo
os meus lábios respiram-TE. 

É assim, o amor inventado a dois à distância do que ainda não aconteceu.