quinta-feira


Por vezes
morro aos poucos

afasto-me em náuseas
deste meu corpo que já foi tanta vida

nesta alma agora sofrida
momentos que me separam de ti, de todos
de tudo

e porque não gosto de cinzento
dores paridas e lamentos
não quero a morte em pensamento
não quero penas nem lamentos

gosto de violetas túlipas e flores silvestres

e das árvores que também me acompanham nas descidas ao inferno

Dante(s)
era fogo agora cinza

por vezes céu onde sou azul 
asas 
borboleta
ave incerta.

quinta-feira

Dedos...




verdes braços

mãos
esquálidas


sopro
que
o vento não verga
a flor
aberta
a
boca
de

e
s
p
a
n
t
o


e no meu olhar_________ o teu de encanto

sexta-feira




...meu amor 
devolvo-te as palavras com que escrevo silêncios. 

as rosas são cor de luto rendado.

e um punhal atravessa o peito suspenso no fogo do teu olhar 
com que me acordas a pele rasgada em véus que cobrem o chão...

domingo


sinto-te a dor do cansaço
do lado de cá das montanhas onde a natureza desponta
envio-te sorrisos de coragem
porque
acredito em ti e na tua luta constante de coração decidido.

E um beijo aflora-te os lábios de sábias palavras
mesmo
quando não falas para mim.