quinta-feira

Don't Worry About Me



Recuar a memórias, aos dias de flores inquietas, pela brisa suave de um sol de Verão.

[Descalça, a chapinhar num fio de água que restava do riacho solto na madrugada.]

Sei-te de olhos fechados: a pele macia, o cheiro a amor nos olhos que pousam nos meus, ignorantes de promessas.

O arrepio na pele, da surpresa de te ver à porta.
Silêncio.

O tempo perfeito neste prolongamento de fio de sémen suspenso.

Dá-me a tua boca. Dá-me, dá-te, solta-te, eleva-me.
Na ambiguidade da saudade…
Não digas nada: sente.

E eu calada, sôfrega dos teus sussurros nos meus cabelos, a tua língua nos meus ouvidos em busca de mim.

Despe-te, deixa a luz acesa.
Loba.

O prazer pelo prazer. A intimidade encaixada. Ascendo enquanto gemes, gemo porque a[s]cendes.
Tombamos um no outro. Suspiros. Recuperar o fôlego.
Não dizes nada.


E só eu sei, o que queres dizer.